Fatality

2009 Outubro 29
por Felipe

Eu nasci em 1987. Não peguei a época de ataris e etc. Quando tive idade e coordenação para jogar videogames, estava rolando uma transição de 8 para 16 bits.
Quem tinha Master System e Nintendinho, sonhava em trocar por um Mega Drive ou Super Nintendo.
Era uma febre.

Eu lembro que uma das coisas que eu mais gostava de fazer, era sair pra jogar fliperama. Era bom demais.
Quem já não cansou de fazer meia lua + soco forte e gritar raduuuuuuuguen.

Quando não era fliperama, galera se reunia em locadora (tinha loja que alugava “fitas” de videogame na época, e funcionavam como uma lan house, pagava por uma hora e ficava jogando lá) e fazia campeonato de algum jogo.

Era uma puta época boa. Gráficos toscos, músicas piores ainda, mas era bom demais.

Eu não sou muito por dentro das novidades do mundo gamístico atual. Nunca joguei Nintendo Wii, Xbox, ou Playstation 3.
O último que tive desses, foi um Playstation 1, lá por 1998… E pouco joguei.

Não consigo pegar jogo de hoje em dia, que para terminar, tem que jogar uma semana, tem que quebrar a cabeça, passar raiva, pensar.

Gosto de jogo pra divertir, e se for algo que eu tenha que jogar por muito tempo, que eu demore uma tarde para terminar.

Tipo Sonic. Eu tive um Mega Drive, e junto vinha Sonic 2. Eu adorava o jogo, pela velocidade e tudo mais, mas porque se quisesse, em pouco mais de umas 5 horas já conseguia “zerar” todo o jogo.

Jogos com super gráficos, que imitam a relidade, que respondem ao movimento do seu corpo… Nah, não faz muito meu tipo.

Não que eu seja contra, não vá gostar ou algo assim. Acho a idéia pelo menos bem divertida. Mas em relação a jogos, não fazem muito o meu tipo mais.

Sou mais old-school, como dizem por aí.

Prefiro jogar um Super Street Fighter, por mais repetitivo que seja, por mais básicão que seja.

Para se ter uma idéia, os únicos jogos que eu tenho em casa hoje, no meu pc, na verdade são várias ROMS e emuladores de videogames antigos.

Como sinto falta dessa época. Altered Beast, Sonic, Golden Axe, Top Gear, Mario Kart, Street Fighter, Mortal Kombat. Pra mim nunca irão existir jogos como estes.

O que me faz pensar: se hoje, com toda essa tecnologia que é usada para desenvolver e para jogar games, imagina daqui a 10, 15 anos? Não consigo imaginar como será.

Big Miss Sunshine

2009 Outubro 29
por Diego Martins

Olha, não saindo do tema cinema, eu adorei Little Miss Sunshine. Aí me deparei com esse vídeo que arregaçou com as minhas crenças nesse filme.

Os caras que produziram, o Cia. Mambembe de Humor Olaria Grandes Bosta, são ótimos. E nem é porque um grande amigo meu e da minha família tá lá, o Guilherme, aqui de Araguari. Eu nunca fui no show deles, até porque não vou à SP há um tempão, mas acompanho o que dá pela net e sempre me enputeço por não ter pensando (ou executado) aquilo que eles sempre fazem.

Top 10 “inveja”.

Ui!

Os caras são bons, dêem uma olhada no site deles e tal. Vale a pena.

:D

http://www.grandesbosta.com/

Ahh… cinema!

2009 Outubro 27
por Diego Martins

Caramba… faz um bom tempo que não escrevo aqui.

É, em tese, o problema básico: eu queria viver disso aqui. Sério… virar blogueiro. As organizações O Lobo Guará se organizarem e eu ficar rico escrevendo. MAS, ainda não dá. MAS, dará.

Esse tempo que fiquei fora daqui, trabalhei bastante, curti as férias da minha namorada e vi filmes… muitos filmes. E, poxa!, eu amo cinema… é algo que ainda trabalharei e viverei disso um dia, não tem como.

E uma coisa que eu sempre faço, não adianta, eu choro em alguns filmes. Não é de desesperar, mas encho o olho de lágrima, corre uma lágrima ali e tal… não adianta. E também não é filme de amor, algo específico para se chorar, como “O óleo de Lorenzo” ou Titanic (nem vou linkar esse, pois nem curto esse filme).

Exemplo… Ratatouille. Primeiro que é uma animação para adultos – como se isso fosse amenizar para quem acha que chorar em filme é gay – e é muito bom ao meu ver porque junta uma ótima história, com um animalzinho adorável e duas coisas pelas quais eu tenho um amor incondicional: comida e bebida.

Quando o Anton Ego prova o ratatouille feito pelo Remy… e faz aquele flashback (eita molequinho feio), a caneta cair, aparece o Remy, o Ego lendo a última crítica dele, a abertura do novo restaurante… pô, é chorar do início ao fim… mas, de leve, nada desesperado. Só um chorinho que tem várias nuances: a primeira inveja… “por que não pensei nisso antes?”; a segunda… negação… “cisco no olho do car*lho!” ; a terceira… aceitação… “porra, é legal demais, mano! Fod*-se!”. Quando o filme é excelente, não tem jeito, eu sinto algo diferente, tenho uma noção maior, eu acho, das coisas que ele quer passar.

O finzinho então… legal o sonho se realizar, tudo aquilo. É um filme que lhe anima, para quem gosta daquela atmosfera. Tá entre meu top 10 de filme fácil fácil!

Outro que é bravo é Ben Hur, que é o top 1 da minha lista de melhores filmes. Tá… eu poderia falar horas desse filme, eu já o vi mais de vinte vezes… tá que ele é um marco em efeitos especiais, tem a cena da corrida de bigas… tudo mais… mas, tem alguns momentos nesse filme que entram na minha lista de grandes momentos.

Na verdade, eu tenho vários top 10… exemplo:

  • top 10 “eu te avisei”: é o top 10 de cenas que cê pode tirar o personagem que tá cobrando do outro a merda que esse outro fez e por a sua mãe, ou figura materna mais próxima, com uma ou duas pestanas levantadas, queixo pro alto, dedo indicador pro alto e falando “EU TE AVISEI”. Exemplo: depois da cena da corrida de bigas, o Messala tá arregaçado e o médico diz: “cara, tenho que arrancar suas pernas senão cê vai morrer, véi!”… então o Messala diz: “não posso receber o Ben Hur desse jeito, não seria digno…”. Esse top 10 pode ser misturado com o “vai paiaço”… mas eu separo bem.

  • top 10 “vai paiaço”: é quando o cara faz uma merda idiota. Sem precedentes e se ferra de maneira homérica. Tipico vilão de final de novela. Exemplo: o filme “O último dragão” – um clássico da sessão da tarde. A cena final é inenarrável de tão boa… se fode, Sho’nuff! Eu odeio o Sho’nuff!

  • top 10 “fudeu”: é a cena que alguém viu que a coisa tá feia. Aí, salve-se quem puder…
  • top 10 “podia ser eu”: é a cena que o ator deveria ser vocÊ e aquilo deveria ser vida real. Para mim, Shia LaBouef em qualquer cena de Transformers… não pela Megan Foz, mas pelos Bumblebee e sua turma do maaaaaaal!
  • top 10 “tchuque-tchuque”: cena que é tão bonitinho que nem o mais machão não dá uma suspirada.
  • top 10 “desculpe, mas eu vou chorar”: essa é fácil, né!
  • top 10 “meu nome é cobra, stallone cobra”: rá! Só os fodões tão nessa!
  • top 10 “para, senão eu me borro de rir”: assistam “quanto mais quente melhor”, com a Marylin Monroe, e aí entenderão.

Mas, depois eu falo mais desses tops, no próximo post.

Voltando ao top 10 “desculpe, mas eu vou chorar” tem o Ben Hur. Que é tudo aquilo que falei acima e muito mais, tem um babaca – como pessoa, no meu ponto de vista – como o Charlton Heston sendo o Ben Hur, etc. etc. etc… e ainda tem em algumas cenas bárbaras para mim. E elas nem são as mais faladas ou badaladas. O nascimento de Jesus, o Ben Hur conhece os cavalos brancos (Aldebaran, Altair, Antares e Rigel), e por aí vai… e o fim é emocionante. Como 90% de todo filme antigo, o final é bem feliz, mesmo com a morte de Jesus (que foi paia :) , e ainda assim é um dos melhores finais que já vi nada vida e tenho certeza que não farão nada igual.

Por isso essa minha paixão por cinema. Se eu fosse ficar aqui falando de Ben Hur, Ratatouille e outros mais… nossa! Eu ia ficar bem rico se puxar saco em blog desse dinheiro.

:D

E não tenham medo de chorar, quando não for filme  de amor!

Música para o povo

2009 Outubro 7
por Felipe

Ou “desde quando ser músico é ser chato?”

Cerca de duas semanas atrás, começou a rolar na internet um barraco por conta da música. A Lily Allen deu piti porque se dizia contra baixar música etc e tal. Teve gente que ficou de mimimi e chamou a Lily Allen de boboca. Aí teve o sujeito que achou ruim de insultar a cantora, ficou de mais mimimi ainda e chamou todo mundo de chato, feio e catarrento.

A coisa começou a ficar feia, tudo por causa de dinheiro.

Não se trata de se tornar popular, de ter a música mais tocada, ter mais fãs, o que importa é o dinheiro – seja lá como.

O lance é: eu sou contra generalizações.

Não acredito que liberar geral seja bom. Woodstock já foi. E deixar tudo livre, baixar, copiar, vender, piratear, não seria bom pra ninguém.

Mas também não acredito no oposto, que proibir tudo seja bom. Não pode copiar, nem baixar. Só CD que pode. Se for pego com algo diferente, vai em cana, rapá.

O que falta, na minha opinião, é um órgão para controlar isto tudo, com leis específicas, e controle específico e transparente. Não uma censura desenfreada que sai jogando qualquer um na cadeia.

Acredito que o que deve ser proibido é a pirataria. A pessoa que ganha alguma renda em cima de trabalho alheio – essa deve ser punida.

Quanto ao ato de baixar música, ficaria a critério de cada artista. Se um artista é a favor de baixar livremente música, beleza, a música daquele artista é liberado de tudo quanto é forma, com o consentimento dele. Se é contra, só pode ter a música dele no disco rígido se pagar por ela, senão estaria cometendo um delito.

Mas como não há controle de nada, e a internet é um antro de brasileiro, então sempre se dá um jeitinho.

Pra falar a verdade, os artistas que são contra download de música geralmente são artistas limitados. São limitados porque ainda acreditam que a única forma de fazer dinheiro hoje é vendendo CD.

E essa é a última fonte hoje de dindin em dia.

Quem é criativo, e está ligado no que acontece no mundo, sabe que há milhares de formar de se ganhar dinheiro com música.

Shows, videogames, publicidade. Isso pra falar em coisa comum, que todo mundo já sabe. Há várias outras formas de ganhar dinheiro com música, talvez muita para ser descoberta. Pena que muitos artistas preferem defender uma suposta “imagem” do que vender a música, que nada mais é do que um produto, um trabalho artístico. Pensam que se aparecerem num videogame, ou fazer propaganda para tal marca, estarão se vendendo, e irá perder os fãs.
Sério, se o fã do cara ainda acredita nisso, ou é porque o público é de 10 a 15 anos de idade, ou o público é feito de gente idiota.

E não, eu não estou falando que devemos abolir a produção de CD e Vinil, acho que é uma coisa fantástica, mas para quem aprecia. Quem coleciona artigo ligado a música, ou é fã de verdade, sempre vai comprar um CD, vai sempre ser um cliente fiel.

Só que esse público está se dispersando, está encontrando músicas novas, artistas novos… Estão cada vez mais fugindo do “mainstream” e descobrindo coisa independente, nem sempre tão conhecida.

Quem leu o livro “Long Tail” do Cris Anderson sabe do que eu estou falando.

Eu, você ou nós?

2009 Setembro 24

Como prometi um texto sobre isso, aqui está. Disse no meu post anterior, hoje estamos em um tempo que a individualidade das pessoas é respeitada e incentivada.

Você, a pessoa do ano

Você, a pessoa do ano

Em 2006, com o boom do YouTube, a Time elegeu como pessoa do ano, você. Eu, você, nós. Pessoas do ano. O YouTube possibilitou que qualquer um com um vídeo minimamente interessante, fosse visto por milhares de pessoas. Opiniões de Zé Ruelas passaram a atingir mais pessoas. O cara que gostava de falar na mesa de boteco com os amigos, passou a postar vídeos no YouTube, dando suas opiniões. O cara que era o palhação, passou a postar vídeo com suas artes. Até mesmo artistas amadores utilizaram o YouTube como galeria ou como fita demo. Mas quem é que fica vendo vídeos na Internet, não é mesmo? No Brasil, estima-se que em fevereiro desse ano por volta de 63 milhões de brasileiros tiveram acesso à Internet. Menos de um terço da população. Mas desses, quantos são ativos? Dizem que são 25 milhões de internautas ativos, ou seja, mais ou menos um oitavo da população. Que merdinha insignificante.

Quer dizer então que o “você, pessoa do ano” não é bem uma verdade. Bom, não é bem assim. Não era verdade, mas hoje, os canais de televisão começaram a perceber que o que está na Internet nem sempre é pior do que o que está na TV e começaram a mostrar vídeos da Internet em sua programação. Além disso, esse fato vai muito de acordo com aquilo que eu disse no último post meu de que aumenta a interação empresa-consumidor. Então realmente somos a pessoa do ano? Do ano não. Do momento!

Mas até onde vai essa valorização do EU? Realmente não sei. Ninguém sabe, eu acho. É cada vez maior o número de redes sociais e isso só mostra o contrário. Que as pessoas precisam de grupos, precisam de contato. Eu sou o maior exemplo que conheço de individualismo. Se você olhar meu orkut vai encontrar comunidades sem sentido como: “Já que tava lá sem fazer nada”, “Agora que estamos a sós..” e uma especial que diz que meu irmão é a esposa perfeita. Além das comunidades do meu mengão e do periquito mais querido e forte, furacão Uberlândia Esporte. Raramente escrevo nelas e as únicas que eu realmente entro, são as do Flamengo, para manter um blog que tenho sobre o mais querido. Conheço pessoas que participam ativamente de comunidades e não consigo entender. Em uma análise rápida e porca, acho que gostamos de opinar sobre aquilo que conhecemos (ou achamos que conhecemos), e opinar publicamente com embasamento nos faz bem. Reconhecimento nos faz bem. Ou você acha que escrevo aqui só para praticar? Busco dominar o mundo e tornar a OLoboGuará Ltda uma das marcas mais valiosas do Brasil. Te cuida Itaú.

Mas uma coisa é fato. A Internet contribuiu para a valorização do eu e para o crescimento da arrogância. Eu mesmo, na maioria das coisas que leio por aí penso que a Internet é um antro de imbecis. Não somente esse link, que se trata de um ataque gratuito. É uma coisa generalizada. É tanto assunto, que a maioria é besteira. Se você é um frequentador de fóruns, ou até mesmo usuário do Twitter, vai me entender nessa coisa de crescimento da arrogância. Basta dar uma pequena lida no que é escrito por aí, em comentários de blogs também.

Mas deixando de lado as agressões, posso dizer que o tempo do indivíduo ainda não é tão individual assim. Ainda precisamos nos relacionar, estar em grupos e o que dita o jogo não é uma pessoa, mas sim um grupinho. Por isso que há tanta rotulação. São emos, headbangers, geeks, nerds, hipster. Antes éramos um grupão, agora somos vários grupinhos (nichos). Assim sendo, seria mais certo “nós, a pessoa do ano”.

Flash mob de verdade

2009 Setembro 22

A maneira com que as empresas se comunicam com os consumidores nunca é a mesma. Muda ao longo do tempo, se adaptando ao modelo de consumo das pessoas. Já tivemos foco no produto, foco na marca e hoje, com um mundo individualizado, com destaque para o eu, mas não deixando de lado os grupos (falarei sobre isso no post seguinte), as empresas se focam no consumidor para depois desenvolver um produto. Ou seja, nós somos o centro de tudo. E como elas se focam em nós? O que mais vale é uma experiência. Se você tem uma boa experiência com algum serviço/produto/marca você se apega a ele e divulga isso para seus amigos. E hoje, com todas as ferramentas da Internet (principalmente Twitter) é fácil para uma empresa se relacionar com seus consumidores.

Se você quer saber mais sobre isso, veja o vídeo abaixo.

Se surgiu interesse maior ainda, leia alguns livros. É um assunto que eu gosto. Leia A estratégia do oceano azul, Wikinomics, Long Tail, Free. Procure tírulos relacionados a esses, que explicam como vem mudando a interação empresa-consumidor.

Mas continuando o texto, em busca de oferecer aos seus consumidores a experiência, empresas se fazem oisas como flash mobs. E o que é isso? É quando uma galera se junta em um lugar pra fazer algo combinado e, assim que terminam, vão embora. Esses dias, acho que semana passada, surgiu aí na Internet um vídoe em que o Black Eyed Peas canta I gotta feeling na abertura da 24ª temporada de Oprah, com uma galera dançando uma coreografia já combinada, em algum lugar em Chicago. Isso aí é um flash mob. A música é bem divertida, se você ainda não viu o clipe, veja. A Fergie já faz valer a pena.

No vídeo acima, se você viu até o fim, viu uma propaganda da T-Mobile. Pra quem não sabe, T-Mobile é uma empresa alemã de (como o nome diz) telefonia móvel. Ela é mestre nesse tipo de ação e agora você se pergunta: Tio, como foi que fizeram aquilo? Eu mostro:

O que aconteceu foi o seguinte: alguns dançarinos foram colocados no meio do pessoal e assim todos aprenderam a (fácil) coreografia. Fala sério, essa aí qualquer um consegue dançar. Mas é essa a ideia. Todo mundo dançar.

E então você pensa que não foi tão espontâneo assim. Realmente, não foi. Não houve tanta interação nem experiência memorável com a marca. Não houve. Tenho certeza que quem esteve ali se lembrará muito mais da Oprah ou do Black Eyed Peas. A patrocinadora não foi marcante em momento algum do vídeo. Então qual o motivo? Eu realmente não sei. Tem gente dizendo até que é uma promoção da cidade de Chicago que compete com Rio de Janeiro e Tóquio para receber as Olimpíadas em 2016. Não faz muito sentido pra mim, mas já que o Obama até empunhou um sabre de luz semana passada, não duvido de nada.

Mas para a T-Mobile, isso já virou meio que tradição. Começou com isso:

Em Londres, acho que na estação Liverpool Street. Aí sim houve interação. Mas como assim? Parece que todos são dançarinos. Mas teve gente que participou, que interagiu com os dançarinos. Veja as old ladies. Veja o maluco de cabelo muito louco. Veja o negro que entra meio desajeitado no meio da galera. Veja a moça que dá uma requebradinha no maior estilo gringo com o celular na orelha.

E você não acredita?

Mas tudo bem, aceito que não houve tanta interação assim. Aí a T-Mobile evoluiu. Esse vídeo ficou famoso na Internet, então passado algum tempo, eles convocaram o pessoal.

Lançaram um teaser (se é que isso foi um teaser) convidando o pessoal para ir até a Trafalgar Square e participar de uma nova ação. Se você tivesse visto o vídeo e morasse em Londres, iria, não? Eu teria ido, afinal, estaria esperando algo grandioso. E foi exatamente isso que aconteceu.

Uma multidão compareceu, faltaram microfones e sobrou interação. Todo mundo cantando, até a Pink (P!nk, se preferir), parecia mesmo um show do Paul, com menos gente é claro. Um show um pouco mais reservado. Pessoas até pararam na rua e aposto que foi uma experiência inesquecível pra quem participou. Eu, que não estava lá, que só vi o vídeo, penso que caso precise de um celular na Europa um dia, comprarei um T-Mobile. É a única empresa estrangeira de telefonia móvel que tenho na minha cabeça e graças aos vídeos acima. E como eles fizeram isso tudo?

E funcionou? Tenho certeza que sim. Não só pelo que eu achei, mas sim pela reação do pessoal.

Aí, você, que é chato, muito chato mesmo, diz que pode ter sido depoimento pago. Então eu te mostro o seguinte:

Aposto que esse cara não vai se esquecer desse dia jamais. Ou você acha que ele vai se curar tão cedo da vergonha que passou, cantando pra uma multidão Britney Spears empolgadamente?

Empresas como a T-Mobile já perceberam como são as relações dos seus consumidores com seus produtos/serviços/marcas e notaram que hoje, para uma empresa grande, é difícil se restringir a um mercado local. Por isso, músicas conhecidas mundialmente (todo mundo conhece um sucesso como Hey Jude), vídeos postados no YouTube e uma experiência incrível com pessoas, clientes ou não da marca.

É o começo de um tempo em que nós seremos o ponto de partida. O nosso comportamento. Seremos o que move uma organização, e não mais movidos por elas.

Journalism is A-changin’

2009 Setembro 17

Tá, 2009 não acabou. Ainda faltam alguns meses. Mas se teve uma coisa que mudou esse ano, na minha opinião, essa coisa foi o jornalismo.
Pode não ter mudado taaanto assim, de começar a transmitir o noticiário em projeções estelares via laser, em âmbito mundial, mas mudou um bocado, principalmente no jeito de FAZER jornalismo.

Muito se falou, muita notícia saiu sobre notícia, algumas coisas mudaram, e é sobre isso este post.

Pra começar, diploma não é mais necessário para exercer a profissão de jornalismo. Quem quiser ser jornalista, não precisa mais de fazer um curso de graduação, só chegar botando banca que tu chega lá. Não acho que vá fazer muita diferença. O cara ser um jornalista depende não de um diploma, mas do cara saber fazer bem o que a profissão exige. Se ele é tão bom e consegue fazer tudo sem diploma, beleza. Se o cara é fraco (profissionalmente falando), não serão um ou mil diplomas que irão mudar isso.

Além disso, o famoso “furo de reportagem” ganhou outro patamar. Antigamente o cara tinha uma matéria bombástica, poderia preparar algumas coisas, tinha que fazer a chamada ao vivo, demorava uma meia hora até ajeitar tudo e botar uma notícia no ar, se ela fosse aprovada.
Hoje, o bagulho mal acontece, e já tem foto, vídeo e depoimento de testemunhas oculares, à disposição de todos.
Celulares e dispositivos móveis, compactos… Twitter, microblogging, rss feeds, agregadores de notícias… Tudo isso contribui pro jornalismo ficar mais rápido, dinâmico.
Veja o caso da morte do Michael Jackson. Caboclo mal tinha batido as botas, já tinha foto do presunto no twitter, postado pelo TMZ. No velório, jornalistas conseguiram se infiltrar e com o auxílio de uma câmera discreta e fizeram imagens que até então eram proibidas pela organização do evento.
O que está mandando é a notícia imediata, quase tempo real.

Apesar de eu acreditar que o jornal de papel está com os dias contados, tem pessoas que ainda possuem o hábito de comprar um jornal. Provavelmente não irão lê-lo, compram como parte de um costume. Na minha casa, assinamos um jornal de veiculação nacional. Eu nunca o leio todo, só passo os olhos pelas principais headlines e leio o pouco que me interessa. A maioria da notícia ali eu já vi no dia anterior em algum site de notícia. Esse é um problema do jornal “físico”, “material”. Quando ele alcança o público, muitas notícias já são de conhecimento, seja via internet ou em algum jornal da noite anterior. Ele possui um delay muito grande, que para esse ramo, só faz mal.

E quando eu disse logo acima que o jornal de papel está com os dias contados, eu não acho que ele vai ser extinto, como algumas pessoas acham que vai acontecer com o livro daqui uns anos… Não concordo com isso nem quando diz respeito a livros, revistas ou jornais. Acho que sempre irão existir, a diferença é que deixarão de ser um meio de comunicação principal, e passarão a ser voltado para mercados de nichos. Algo como um Whisky Premium, edição limitada – não é feito para consumo de todo o público; é feito para um tipo de mercado consumidor que aceita pagar o preço do produto, pela qualidade, tradição, costume, etc. Acredito que o jornal vai ter esse fim, mas não tão caro quanto um whisky. Sua veiculação será menor, talvez só para assinantes, algo assim.

Enquanto isso, algumas companhias começam a se mexer para não ficar para trás.
O Google já possuía um agregador de notícia, que eu acho bacana, porque podemos ver tudo que nos interessa, e que está sendo publicado no momento, além de poder procurarmos por notícias antigas, analisar a tendência de um determinado assunto (em qual mês se falou mais sobre ele). Isso tudo em alguns cliques, sem ter que ficar revirando várias e várias folhas. O mesmo Google lançou esses dias um serviço interessante, chamado Fast Flip, que você pode folhear entre diversos artigos e notícias, até achar o que lhe interessa.

A Folha de São Paulo, que já possuia uma site com notícias, além do jornal tradicional, resolveu lançar nesta semana a versão digital(izada) do jornal tradicional. É o jornal que você vê na banca, no mesmo formato, só que digitalizado na tela do seu pc. Penso que fizeram esta ação para atrair a clientela old-school, que não larga o pedaço de papel, para o mundo online e interativo da internet.

Acho que não é tão válida a ponto de me fazer utilizar um serviço desses, já que eu já conheço várias outras facilidades que são mais simples e dinâmicas. Mas para um púbico que não possui conhecimento de internet ou outras ferramentas atuais, é uma tentativa legal.

Com essas mudanças, e todo esse destaque jornalístico sobre o próprio jornalismo, é que penso que este foi o ano da profissão. Talvez seja ofuscado por um ou outro evento, mas no geral, 2009 it’s journalism’s year babe.

Marcelo Tas e a atualidade nossa do dia-a-dia

2009 Setembro 3
por Diego Martins

O Marcelo Tas é um cara multimídia. É o típico antenado. É a Madonna da mídia brasileira.

Tá sempre sabendo de tudo um pouco, comanda um programa nunca antes visto na tevê brasileira e, na entrevista com a ótima Fernanda Young – que, além de ótima, é louca – dá uma aula de, basicamente, “o que nós somoes? para onde iremos? o que nós fomos?”.

Veeeeeejam:

No mínimo, eu vi umas 20 referências de coisas diferentes.

E, o que eu acho mais interessante, é que ele tem uma história de vida parecida com muitos artistas que o levariam para a maluquice total (vide Paulo César Pereio) e, ao contrário, ele mostra bastante maturidade ao falar disso.

Ou seja, todo nerd precisa ser um pouco Marcelo Tas! Pois ele é um nerd que já andou pelo submundo!

Via: Dormiu

Esbofeteando

2009 Agosto 27
sombrio... muito sombrio

sombrio... muito sombrio

Sabe? A coisa tá foda, mermâo! Moramos em um país que se encontra entre as 10 maiores economias, cheio de diversidades culturais, de riquezas naturais, tem uma economia diversificada – muito embora ela seja basicamente de produtos de baixíssimo valor agregado – ao contrário de países como a Rússia que só vende petróleo. Enfim, em um país que deveria se impor pelo menos na América do Sul e competir pela América Latina com o México. Mas não… a coisa tá foda.

É Paraguai querendo receber mais pela energia, a Bolívia que nacionaliza operações brasileiras e ameaça expulsar nossos conterrâneos que trabalhavam nas empresas nacionalizadas, Argentinos que reclamam da invasão de produtos e empresas brasileiras, Hugo Chávez deitando e rolando, confusão em Honduras e o nosso Presidente com uma política de ser o cara legal (veja bem, ele recebe até o Ahmadinejad), deixa essa galera fazer o que bem entende aqui na Cohab. Não é assim que a coisa funciona na minha quebrada.

Eu ainda chego à Presidência. Preciso me filiar primeiro. Algum convite? Como qualquer um, vou começar por baixo, mas terei uma marca registrada: andarei com um par de luvas no bolso e sempre que alguém fizer cagada, SLAPT, um tapa de luvas na cara da pessoa.

vossa senhoria será estapeada

vossa excelência será estapeada

Vamos aos exemplos práticos:

1) Oposição propõe que para um senador fazer parte do Conselho de Ética ele não poderá ter processo criminal, nem responder por improbidade administrativa ou ter tido as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas. Passo por Garibaldi Alves e escuto ele dizendo “Se estão atrás de um santo, não vão achar”, afirmando que é muita qualidade para uma pessoa só. Nisso, SLAPT!, tapa de luvas, como se ele fosse chamado para um duelo.

2) Suplicy dá cartão vermelho, mas não sai do partido. SLAPT!

3) Heráclito Fortes palpita. SLAPT!

4) Hélio Costa nomeia Wellington Salgado como suplente. SLAPT SLAPT!

5) Você vota no Hélio Costa. SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT SLAPT

pobre niemeyer

pobre niemeyer

Confesso que o poder sobe e eu não sei se conseguiria me controlar. Acho que todo mundo tomaria tapa de luvas. O problema seria me controlar quando encontrasse “coronés” estilo Renan Calheiros. Pode ser que ele leve isso como um desafio para um duelo e eu, apesar do par de luvas, sou um homem pacífico.

Com a política rígida, que ficaria conhecida como Small Gloves – em alusão à política do Big Stick – dominaria a América do Sul, fazendo nascer uma pseudo-política-imperialista e fazendo prosperar a incrível nação brasileira que agora passaria a explorar as linhas ferroviárias dos Andes, teria controle sobre rodovias que levam ao Oceano Pacífico e sobre os principais portos sulamericanos, controlando os exércitos venezuelanos, as guerrilhas colombianas e mais importante, toda a cadeia do narcotráfico.

Cá entre nós, um tapa de luvas, é muito mais humilhante.

Sumindo

2009 Agosto 27

Fiquei um mês de férias de internet. Dei uma sumida… não sei muito porquê… mas sumi.

Do nada quis não depender de MSN, orkut, facebook, blogs, etc… consegui… mas, tive que arrumar muita coisa para fazer para passar o tempo e não ter vontade de acessar a internet – a não ser para trabalho.

Nesses dias, li muitas revistas e vi muitos filmes e documentários. Quando voltei a vida internética, estava mais interessado em uma coisa muito importante: nossas informações.

É óbvio que tudo que inserimos na internet é uma informação que pode ser dilapidada a fim de encontrar um padrão, gosto, costume, etc., de cada um de nós. Por isso essa discussão é muito importante: até que ponto vai a importância da nossa privacidade e do controle de nossas próprias informações que deixamos nos rastros pela internet?

É óbvio, também, que isso não é papo novo, mas nunca deixará de ser importante. Bases de dados de sites de relacionentos, tráfegos de IPs, emails, blogs, tudo é informação; só que eu não sabia o quanto isso abrangia. Exemplo: todas as suas finanças devem estar sob um sigilo fiscal e financeiro, correto? Se não estiver enganado, isso é lei. Mas, seu gerente já lhe ligou para discutir sobre um empréstimo para viagem, dividir contas no cartão ou perguntar se você não precisa de uma extensão de crédito? Certamente, ele não deve saber tudo isso lendo em memorandos ou arquivos em gavetas. Está tudo em uma rede, está tudo interligado.

Quando se para para pensar nessas coisas, dá até medo. Sites como o ZipCode é um exemplo dessa tecnologia de informações. Contact centers (nova designação de call centers) manipulam milhares de informações sobre comportamento de clientes diariamente.

Dois exemplos disso são: o sumiço do Belchior e o projeto Vanish da wired.

Belchior na capa do disco "Sempre"

Belchior na capa do disco "Sempre"

O Belchior é um compositor de longa data na MPB brasileira e já produziu música para ícones como Roberto Carlos, Elis Regina e Tom Jobim. É considerado um gênio por muitos. Mas, convenhamos, estava sumido. Há dois anos, deixando uma dúvida gigante no ar de onde está ele.

Não é fácil dar um sumiço assim hoje. Demanda um trabalho imenso, pois, com um celular de última geração, de um preço acessível, se pode postar uma foto dele em praticamente qualquer lugar.

Pelo que andei lendo sobre a desassociação dessa rede de informações, o Belchior é um exemplo. Realmente, não se sabe aonde está ele… não há rastros plausíveis para interceptá-lo. Pode muito bem ser uma estratégia para voltar em grande estilo (existe um rumor de que ele esteja traduzindo a Divina Comédia para o português), mas, ele é bom no negócio. Mas, se quiserem achar ele, acabam achando da noite pro dia.

O que aconteceu com Matthew Alan Sheppard. Resumindo [vale a pena ir no link e ler tudo], o cara tinha tudo na vida de forma aparentemente estável. Começou a ganhar dinheiro, poder e tudo subiu a cabeça. Gadget freak, não conseguiu controlar e tinha uma vida financeira nada saudável, contraindo dívidas. Trabalhava na EATON, num ótimo cargo, e ganhou um cartão corporativo. Nem precisa completar, mas… começou a estrapolar as dívidas no cartão corporativo para aliviar a barra da família, e a dele. Até que, obviamente, a empresa foi atrás para saber do que se tratava. Basicamente, depois disso, ele fingiu sua morte e viveu escondido/fugindo por um bom tempo para que a esposa ganhasse o seguro dele (mais de um milhão de doletas) e fugissem de uma vez por todas.

Obviamente, não deu certo. Ligações telefônicas, transações financeiras online, informações deixadas por ele em um site de empregos (com outra identidade), contatos com a família, etc. Tudo isso está na rede. Tudo isso é palpável. Acessível. Aliás, essa palavra, acessível, virou algo da moda… agora não se sabe até onde essa acessibilidade pode se voltar contra nós mesmos.

Com isso, partindo de uma idéia genial, o autor da reportagem da Wired, criou uma “promoção”. Ele sumiria por um mês e deixaria pistas pela internet (twitter, redes de relacionamento, um blog na Wired – citado acima). Quem o achar, ganha US$5 mil… tem que tirar uma foto com ele e dizer uma palavra chave (Fluke, o nome do labrador do Matthew).

finding Evan Ratliff

finding Evan Ratliff

O que ele tenta saber é o que é necessário para sumir realmente. Como isso deve ser feito. Informação é crucial, e quanto menos você informar, melhor para sumir. Eu tentei, por um mês, inconscientemente. Chegou um email do Submarino para mim no dia que resolvi “voltar” das “férias”. O Submarino, triste, me perguntava o porquê do meu sumiço do site e que daria de 5% a 10% nas últimas mercadorias que naveguei antes de sair.

Puxando pela memória, lembram de Clube da Luta? A idéia era destruir todas as sedes das grandes corporações de cartão de crédito para “zerar” todo mundo e o Tyler/Narrador caçar “não-me-lembro-o-que” nas ruínas de prédios de Nova Iorque. Será isso possível?

P.S.: para uma noçãozinha, entra no site http://whatismyipaddress.com/ e veja aonde você está, mais ou menos, ou senão coloque seu nome ou CPF no Google… pode ser que você fique entretido por um tempo.

Dado 1 x 0 Bom senso

2009 Agosto 24
por Marina

Ontem foi um dia histórico para a sociedade brasileira não só porque a Record teve o triplo de audiência do que a Globo, mas também porque a sociedade brasileira regrediu trinta anos: um passo para frente, três para trás. Não vou falar sobre o lado positivo de que parece que realmente começará a existir concorrência real na mídia brasileira. Globo é um lixo, Record idem. Globo sendo desmoralizada a que preço?

O final de A Fazenda me deixou completamente triste, não porque eu estava torcendo pela Danni Carlos ou coisa que o valha. Confesso que pouco vi desse  programa. Uma cópia de Casa dos Artistas com “artistas” mais decadente – tem como? – ainda. Querendo ou não, entretanto, Dado Dolabella era o mais conhecido. Fez novelas na Globo e estampou manchetes de jornais e sites de fofocas por ser considerado um galinha bad boy. Eu realmente achava que, apesar de ele ser o mais conhecido, duraria pouco. Não foi o caso.  83% de milhares de pessoas o legitimou  – e todas suas atitudes públicas – quando lhe deram o prêmio de um milhão de reais. Agora eu pergunto:  em um país em que a cada minuto 4 mulheres são  agredidas fisicamente o que pensar da vitória de Dado Dolabella?

Muita gente vai dizer que ele teve os motivos para agredir a Luana Piovani e que não cabe ninguém julgar uma briga entre casais. Pouca gente sabe que ele quebrou os dois pulsos de uma senhora de 65 anos que tentou proteger Luana.  A imagem de antipática de Piovani muito atrapalhou o reconhecimento da coragem que ela teve em denunciar e processar seu agressor que, até o momento, era seu noivo.

Enquadrado na lei Maria da Penha o que Dado conseguiu não foi a desmoralização pública perante todas as mulheres que ofendeu quando agrediu outra, mas um convite para participar de um novo programa de televisão em que concorreria a um prêmio milionário.

A mídia deveria ser usada a favor da sociedade, mas o que faz e o que vem fazendo há tempos é legitimar uma violência que tanto causa sofrimento não só às mulheres agredidas como a todos que com elas têm qualquer tipo de relação.

Quem agride mulheres não é só nervosinho, não está resolvendo um probleminha no relacionamento, não tem gênio forte. Quem pratica violência doméstica é um criminoso e deve ser tratado como tal. Deve responder perante a justiça e principalmente diante da sociedade. Quem bate em mulher deve ser preso e não ganhar um milhão.

Agora vocês me perguntam: mas o que eu tenho a ver com isso se não apanho e nem conheço quem bate. Será? Será mesmo? Muita gente convive com espancadores de mulheres no dia-a-dia sem saber, ou até sabem, mas acham que “nem é tanto assim” será? Quantas mulheres precisarão ter a coragem da Piovani e denunciar seus agressores em um ambiente que deveria não ser violento? Porque obviamente quem bate é pobre, preto, alcoólatra está desempregado e mora na periferia. Será?  Será mesmo?

O que posso fazer como cidadã e mulher e nunca mais ver a Record  e continuar lutando pelo que eu acredito. Mas tenham a certeza que cada um que discou para que Dado Dolabella ganhasse A Fazenda tem culpa nos pulsos quebrados dessa senhora. Tem culpa em cada agressão, mutilação, estupro, tortura mental, mortes que as mulheres sofrem todos os dias.
Camareira Isme
Pelo menos nesse programa todos podem conhecer o Carlinhos e perceber que nem todo mundo que nasce pobre necessariamente vira bandido, assim como nem todos quem têm condições e educação não deixam de ser tornar criminosos.

Demorei 22 minutos para escrever esse texto. 88 mulheres foram agredidas.

A Internet é uma merda

2009 Agosto 24
por savastano

Depois de o pior domingo em muito tempo, concluí: a Internet é uma merda. Passei o dia todo refletindo, pensando, pesando as coisas, analisando os fatos, examinando as provas e pensei: a Internet É UMA MERDA.

É na Internet que nós, humamos sujos que somos, mostramos todos os nossos ridículos defeitos. Não ter o contato olho no olho faz com que as pessoas percam a vergonha na cara e digam/façam coisas que jamais fariam.

Apenas um lugar tão imbecil como a Internet para proporcionar nerds de sucesso. Nerds, que moram nas casas das suas mães, que têm mais de 40 anos, ganhando dinheiro sentados na frente do seu computador postando coisas idiotas em um blog meia boca. Um blog que nem tem coisas legais.

Cada vez mais difícil achar um blog interessante. Antigamente, alguns anos atrás, descobri o Jacaré Banguela por meio de um amigo. Um blog de dois caras que, além de agregar conteúdo, produzia textos interessantes. Um dos dois caras saiu, o blog foi para a Globo.com, e perdeu totalmente a graça.

Aliás, o ex-dono do blog abriu um blog legal. É o Quem Matou a Tangerina?, meio cultura inútil, mas sempre com algumas coisas minimamente interessantes. Sem contar que, quando o post é patrocinado, ele diz.

Mas isso tudo foi só uma introdução. Afinal, o texto é sobre a Internet ser uma merda. Afinal, ela deu a nerds a possibilidade de ganhar dinheiro de uma maneira idiota. Mas pior que isso, fez eles sentirem que têm o poder, que são formadores de opinião. Considerando que o Presidente Lula é formador de opinião, isso não é grande coisa, mas como o Lula não forma minha opinião (a não ser a opinião que tenho sobre ele), o número de seguidores de uma pessoa no twitter ou o número de visitantes únicos diários no seu blog nao define se ela é ou não formadora de opinião.

Eu gostaria de entender o que dá satisfação a um cara desse que, mora na casa da mãe, tem 40 anos, não tem mulher, nem filhos, talvez um cachorro sujo e sarnento, passa o dia lendo e escrevendo coisas idiotas e ganha algo que provavelmente é pouco com isso.

Atualmente, para mim o que define a Internet, é isso, do Gravataí Merengue.

Mas confesso que a Internet tem suas coisas boas, como o Twitter, que sempre me proporciona boas risadas. O problema é que essas risadas quase sempre estão ligadas ao fato de a Internet ser uma merda. Seguindo o Kid, vi um cara que me fez rir MUITO, mas que comprova que a Internet é uma merda. Kid, aliás, que sempre proporciona boas risadas. Recomendo. Mas enfim, o que vi foi isso:

Vejam todos os vídeos que não tem um bebê. Vale muito a pena.

Para finalizar, deixo isso aqui. A popularização da Internet pemite imbecis como o cara do vídeo, mas a sua não popularização permite que nerds pensem que seja louvável ganhar dinheiro por meio dela.

Gripe do porco na roça

2009 Agosto 11
por savastano

Eu prometi que não escreveria nada sobre a “gripe suína/influenza a/h1n1/gripe do porco”. Tantos nomes pra uma coisa tão idiota. Gripe do porco é o melhor deles e é o que eu usarei daqui pra frente. Mas estou doente e acho que agora cabe um textinho sobre a doença.

Acalmem-se todos! Ainda não sei se é a do porco. O que sei é que é gripe.

Eu tinha passagem marcada para São Paulo essa noite, para retornar às minhas atividades rotineiras, mas uma gripe com a mesma intensidade de violência de um soco forte na nuca me derrubou do cavalo e me fez passar o dia na cama. Já vinha capengando desde o domingo e tenho certeza que foi tudo consequência de uma sexta recheada de cerveja, the killers (tequilas), um pouco de whisky, bastante fritura e um sábado no frio intenso de um bar posicionado estratégicamente onde o vento fazia a curva.

Mas isso não é importante. Atualmente, importante mesmo é a prefeitura de Uberlândia cancelar tudo para conter a matança contaminação de outros. Só faltou pinto grande na hora de fechar o shopping, a única coisa que sobrou, já que as baladas também estão ameaçadas.

As aulas voltaram, duraram um dia e, no final da tarde avisaram que no dia seguinte os alunos não precisariam retornar às suas respectivas escolas, já que nem os professores iriam. Ninguém. Além das aulas, foram também cancelados os eventos que aconteceriam na cidade, inclusive aqueles que seriam para comemorar o aniversário de Uberlândia.

Hoje, o ministro Temporão disse que já morreram 192 pessoas de gripe do porco, no país, desde 28 de junho. No mundo, desde abril, foram 1.462 vítimas. Em outubro a vacina começa a ser produzida no Brasil, mas será distribuída para os grupos de risco e eu, infelizmente, não me encontro em nehum deles.

Penso que ocultaram dados sobre infectados no Brasil, mas depois decidiram liberar isso. Gosto da ideia de não contar pra ninguem, pois assim não há bagunça, desespero, correria. Nada disso. Mas a partir do momento que foi contabilizada a primeira vítima, é preciso contabilizar todas diariamente, senão, fica ridículo da noite para o dia aumentar o número de mortos em 50%.

Enquanto as questões de saúde e política não são resolvidas, eu fico aqui, andando de máscara na cara, para tentar evitar (o que eu duvido muito) que outras pessoas peguem isso de mim.

Desespero ou não, a secretaria de saúde de Uberlândia está certa. Melhor prevenir do que remediar. Daqui a pouco já não há mais vagas em hospitais e a prefeitura precisa cuidar para que isso não aconteça.

Reality xou da xuxa

2009 Agosto 3
por Felipe

O ser humano não se contenta com a vida própria.
Por mais que ele tenha uma vida boa, uma vida “perfeita”, ele precisa saber o que se passa com a vida dos outros.
Seja para ver alguma coisa errada, para fofocar, para apontar erros e defeitos, por curiosidade, ou qualquer outro motivo. Bisbilhotar acabou se tornando parte da natureza humana.

Acabou se tornando porque a princípio, não temos essa características. Somos muito curiosos, desde os primeiros passos na infância, buscamos sempre pegar alguma coisa desconhecida, levar à boca para ver qual o gosto, perguntar sobre tudo, sem nenhum pudor. Mas isso acaba sendo só um recurso empírico para conhecer coisas que, até então, são desconhecidas. Se limita ao nosso mundo, e não às pessoas que vivem nele.

Aí eu não sei o que causa em nós, que sentimos um impulso quase incontrolável de xeretar a vida alheia.
Não sei se foi o comodismo, com novas tecnologias, ou se é por pura hipocrisia.

Comodismo com novas tecnologias? O que isso tem a ver com fofoca?

Explico: você acha que um homem das cavernas, mesmo que não se comunicassem muito bem, se interessava em saber o que a vizinha da caverna ao lado estava aprontando? Quem estava arrastando ela pelos cabelos pelos campos a fora?
Não. Ele se interessava em agarrar a guria que ele queria pelo cabelo, e caçar alguns animais pra ter comida.

Aí aparece a comunicação, o ser humano aprende a escrever, ler, etc. Passam milhares de anos, e inventam o rádio, a tv, e fazem com que a família passe grande parte reunida em volta de um equipamento eletrônico, absorvendo tudo que ele transmitir. Aliado a isso, criam, pelo menos cá no Ocidente, um estilo de vida que para ser bem sucedido, é preciso ostentar. É preciso ter bastante coisas e se vangloriar de possuí-las. Um estilo de vida bem medíocre, mas que muitos seguem, ou senão, invejam.

Nossa vida acabou ficando tão banal, tão sem sentido, que nos agarramos às vidas de outros. Nossa vida pode ser uma maravilha, mas a vida da Paris Hilton, caindo bêbada por aí com as amigas famosas e estampando capas de revistas de fofocas, é BEM mais interessante que a nossa. Eu não sei o porquê. Mas tem gente que realmente acredita nisso.

E não falo isso somente valendo para vida de famosos, de um jeito ou de outro acabamos fazendo isso em outros campos.
Podemos não admitir, e poucos tem os culhões para admitir, mas morremos de curiosidade para saber que que a outra pessoa está fazendo.

As redes sociais estão aí para provar isso, e são um sucesso. Alguns usam para encontrar amigos, fazer novas amizades, mas o real motivo é que todo mundo está nessa para futricar e fofocar. Tanto que no orkut tem uma aba “Atualizações”, que é para te deixar sempre por dentro das últimas fofocas dos seus amigos.

A TV, nem se fala, virou um antro de fofoca da vida pessoal. Big brothers, reality shows, tudo explorando a intimidade das pessoas, mostrando como elas “são” (pelo menos a idéia é essa… não quer dizer que as pessoas realmente sejam elas – rodeado por câmeras é bem difícil de fazer isso). E são o maior sucesso.
Programas de fofocas sobre vida de famosos, que bombam durante a tarde em programas dos canais aberto, e rolam 24 horas no E!.
Pode ser que você que lê o texto agora não goste de nenhum desses programas, nem se simpatizem com eles, mas é apenas um retrato do que o brasileiro realmente gosta e faz: intriga.

Isso porque nossa vida é uma maravilha, somos todos ricos, nossas famílias estão todas bens, e vivemos rodeados de amigos. Não temos mais que nos preocupar com nossa própria vida, está tudo certo conosco, simbora gerar uma fofoquinha aê. Que mal tem, né?

Eu vejo isso como uma doença, em que paramos de prestar atenção a nós mesmos, nos blindamos da nossa vida mesquinha, olhando para o outro, focando que que o outro está fazendo, que que está rolando.

Se fossêmos menos hipócritas a ponto de admitir que fazemos isso, e gostamos disso, talvez não diminuísse em nada, mas pelo menos seria mais fácil de aceitar tal prática.

O que não rola é nego que fica negando até a morte que não faz/gosta disso. Sendo que é o hobby.

Lobocast #1

2009 Julho 30

Finalmente, saiu o 1º podcast d’O Lobo Guará.

Claro que não foi nada MUITO bem feito, com aquela qualidade digital… Foi uma coisa bem improvisada, sem muito roteiro. Decidimos na hora “vamos fazer o podcast agora”, e aí saiu.

O único porém foi que o Diego não estava online no momento e não participou do lobocast, mas no próximo queremos que todos participem.

Falamos de tudo nesse primeiro lobocast, de twitter, Felipe Massa, Cléber Machado, gripe suína, tv brasileira, e muito mais.

Confiram e dêem feedback – diga-nos o que achou, o que precisa melhorar, se tem alguma sugestão, etc…

Obs: o podcast foi gravado na terça-feira dia 28-07, durante a noite. Então não se assustem se algumas notícias discutidas estiverem um pouco desatualizadas.