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O sindicato da paquera

Quinta-feira, 21 - Maio, 2009
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A paquera é uma arte popular.
Tal frase soa brega, cafona, mas isso é paquera.

Paquera, que vem do latim paqueris, e do grego pakerakis, e ambas significam “pra que te quero”. O significado pode parecer estranho, mas é isso mesmo.

Não era uma simples palavra, e sim uma expressão de alto cunho popular que expunha o sentimento existencialista, e ao mesmo tempo, romancista que assolava os cidadãos da época antiga.

A paixão, que sempre foi um sentimento inerente ao homem, assim como a comunicação e a consciência, trazia sofrimento e angústia a quem desejava se atracar com outrem. Já dizia o Quentin Tarantino: “Te ter, e não te querer, é improvável, é impossível.”.

O homem sofria ao amar. Fazia de tudo para conquistar a donzela desejada. Após sofrer várias negativas, e ainda sim desejar a moça, se perguntava diante da peleja: “Pra que te quero?”
Foi daí que surgiu a expressão que tornou-se popular paqueris/pakerakis.

A paquera é uma ação inerente ao homem, como já foi dito, e ela ultrapassa barreiras sociais. Assim como um trabalhador de classe baixa dá lá suas paqueras numa mulher que vê na rua (o famoso “oooooooo lá em casa!”), um empresário proprietário de uma grande empresa também dá suas investidas na secretária (a famosa reunião pós-expediente).

Ela fascina, pois há toda uma arte por detrás dela. Não basta chegar e dizer “eu te quero”. A não ser que você seja multibilionário, muito boa pinta, e esteja dizendo a frase acima dentro de seu conversível importado. Neste caso basta dizer oi (sinto muito mulheres, mas a realidade é essa. Há algumas exceções, claro, mas estão em extinção, assim como as virgens).
Mas caso você não seja tão sortudo assim, você deverá paquerar. Saber agradar, falar o que ela quer ouvir, ser gentil, educado, e por aí vai.
Elas não querem alguém que chega dando um “hug of the bear”, ou então falando que a amiga dela é gostosa pra caralho. Não, nem com muito dinheiro isso funciona.

Há também, um lance meio fetiche de classes na paquera. Sempre tem o chefe que tem vontade de paquerar a secretária, o aluno com a professora, o adolescente com a empregada doméstica, a burguesa e o plebeu, e por aí vai. Estes exemplos e tantos outros, inclusive, costumam servir de roteiro para bastante filme erótico por aí.

E com toda essa tradição, esquisitices e charmes que a paquera se tornou algo tão natural e popular.

Portanto, se você está de olho em alguém, faça como os Menudos, não se reprima 🙂

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One Comment leave one →
  1. Sábado, 6 - Junho, 2009 15:04

    perae,

    paquera é art popular?

    ahauhauahuahuauhuha

    muito bom, mas acho que as mulheres ficarão meio griladas com algumas ‘verdades’…
    huahuauaha

    abraços.

    p.s.: i’m back!

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