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Patetada Tupiniquim

Terça-feira, 7 - Julho, 2009
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Enquanto planejamos nosso retorno pós-hibernação, com várias novidades vindo por aí (uma delas é a atualização do blog, o resto é segredo), resolvi escrever alguma coisa aqui.

 Eu até iria fazer recomendação de um lugar que fui esses dias, a exemplo do que o Diego fez no último post. O problema é que esqueci de tirar fotos, e aí perde a graça total. Na próxima vez que for ao lugar vou lembrar de registrar algumas coisas.

 Voltando ao post, iria escrever sobre o rei do pop, mas esse assunto já deu o que falar. Aliás, nem tem do que falar, o cara morreu e pronto. O que interessa é a música dele que vai continuar existindo por anos e anos.

 Mas não, resolvi falar de uma coisa chata e bastante triste. Faz parte daquela trinca de assuntos indiscutíveis em boteco “futebol, religião e…”. Isso mesmo, política.

Já ressalto aqui que minha intenção não é, de modo algum, fazer coro a algum partido, ou pessoa pública, ou ideologia. O assunto aqui não tem a ver com direita, esquerda, PT ou PSDB, Lula ou Dilma. Afinal, no Brasil isso não faz diferença NENHUMA – são todos farinha do mesmo saco (que desrespeito com a farinha).

Coronér Sarney

Coronér Sarney

  Nosso país, inclusive, nunca foi um antro de excelência quando se trata de política. Desde o índio caruru aos modernos processos democráticos, tudo sempre foi uma bagunça. Nunca se pode dizer: ah agora sim, a paz (política) – tudo funciona normalmente e teremos política de verdade.

O processo político do Brasil sempre foi marcado por jogadas, corrupção, crime organizado e etc.

 Não vou me ater muito ao passado não, somente nos últimos meses, as notícias referente a nossa política foram:

– Atos Secretos no Senado;
– Nepotismo desenfreado;
– Lavagem de Dinheiro;
– Presidente querendo forçar um 3º mandato ou querendo forçar uma “sucessora”;

 E a lista continua sem fim. É sujeira que não acaba.

 A minha dúvida é: a culpa é de quem está lá (e criou toda a rede de corrupção), de quem já estava (começou toda a baderna e foi só passando adiante), ou de todos nós (que permitimos)?

 Veja bem: no cenário atual, é incabível que acreditamos na índole ou boa vontade de um ou outro político. Primeiro porque as chances de isso acontecer são mínimas. Segundo, porque mesmo que ele tenha um bom caráter, as chances de se corromper são grandes. E terceiro, mesmo que não se corrompa, pouco poderá fazer, já que a grande maioria é corrupta e só defende os interesses próprios.

 Portanto, uma coisa podemos constatar: o sistema atual não funciona aqui. E não vejo uma solução para o Brasil. Acho que atualmente a democracia não se permite funcionar adequadamente, por causa da “classe” política que se criou – por mais que os que estão lá hoje sejam substituídos, entrarão outros iguais, ou até piores. Isso quando não for algum laranja que só está lá a mando de um “coronel”, que sabemos que existem aos montes.

 Não defendo também, de forma alguma, algum regime totalitário ou ditador. Se a vontade do “povo” não consegue resolver, porque a vontade de um só resolveria? Isto é uma coisa que não funciona mesmo, assim como a anarquia.

 O Brasil está sem solução. O panorama é este. Chegamos a um ponto que não há político que resolva, não há sistema que resolva. Alcançamos o caos e o ultrapassamos. Estamos além disso.

 O que espanta mais ainda – não sei se só a mim – é a acomodação do povo. Muitos se acomodam por falta de informação ou conhecimento, mas boa parte que detém este conhecimento para mudar, pouco faz.

Eu poderia fazer mais, e não faço. Você também poderia, e não faz. E acaba que ninguém faz nada, fica só olhando. Vemos um foco de movimento aqui, outro acolá, mas com pouca adesão. Nada que faça a diferença.

 Ultimamente até surgiu um mini-movimento via twitter, pedindo a saída do Sarney. Chegaram a ter passeatas em várias cidades, ok legal, o movimento saiu da internet pra vida real, super cool. Virou notícia de jornal, faz um burburinho, mas ao meu ver nem incomoda o Sarney. Porque ele sabe que não vai ser um pessoal que vai derrubar ele, já que ele tem total imunidade, apoio e o escambau lá. Para derrubar o cara mesmo, tinha que ser uma coisa maciça, que levasse multidões ao protesto.

 Acabamos criando um sentimento de “ninguém faz nada, eu também não vou fazer”, e ficamos numa falta de iniciativa, num marasmo total. Está certo, já disse aqui que mesmo que fizéssemos alguma coisa – como retirar um presidente do Senado corrupto – entraria outro em seu lugar que faria coisas semelhantes. Mas mesmo assim, ver que eles roubam nosso dinheiro, usam de modo equivocado os recursos públicos, e ainda riem sarcasticamente de nossa cara (pois sabem que nada lhes acontecerá), me mata de raiva. É como carimbar em cada CPF nosso um selo “Idiota Comprovado”.

 Não quero que leiam este post e saiam com cartazes e panfletos na rua, protestando. A mudança não tem quer ser só para aparecer no jornal… Tem que ser uma mudança de atitude, de ações. É pensar numa coisa maior – no caso, a política brasileira – e não no seu candidato, no seu partido, no seu parente que está querendo uma vaguinha lá na câmara.

 É uma coisa simples que peço para fazer: refletir. Se isto tudo que acontece é certo, ou se é errado.

 Às vezes está tudo certo e eu que estou errado. Nunca se sabe.

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  1. Quarta-feira, 8 - Julho, 2009 02:12

    A culpa é nossa. Votamos não em ideologias, mas sim naquela que parece ser mais legal, no mais bonito, no que vai fazer bem a nós, individualmente.

    O pai de um amigo meu tem uma empresa de transportes. Para quem não sabe, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, fez uma lei que proibe o trânsito de caminhões na cidade durante o dia. Assim, esse amigo, revoltado com o Kassab que atrapalhou os negócios do pai dele, mas melhorou a cidade de uma maneira incrível, votou na Marta, mesmo não concordando com o que diz o plano do PT e odiando a ex-prefeita.

    Esse é um exemplo perfeito de que a política serve para o bem individual e não para o coletivo. Políticos mudam de partido naturalmente; transitam entre esquerda, direita e centro com uma frequência incrível, fazendo até com que tais termos percam seus sentidos; e o povo, vota por comodidade e favorecimento individual.

    O problema parte de nós e se complica no três poderes, onde estão pessoas ELEITAS, mas incapacitadas.

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