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Eles são os favoritos

Segunda-feira, 20 - Julho, 2009

Brasileiros e brasileiras! Companheiros! Meu povo e minha pova!

Deixem de ser perdedores!

Eu sou louco por esportes. Qualquer esporte. Se eu tivesse dinheiro, apostaria até em campeonato de cuspe. Costumo acompanhar qualquer coisa que envolva gente em velocidade, até rapa da polícia no centro de São Paulo.

Esse meu gosto por esportes e principalmente por apostas, tem algo relacionado com meu gosto por superações, pela vitória do desconhecido, pela garra e pela raça. Não que eu goste de times pequenos. Pra mim, São Caetano é uma cidade do ABC e não um time de futebol que merece estar na primeira divisão do campeonato brasileiro.

E esse meu gosto pela garra e pela raça tem algo relcionado ao Flamengo, meu time do coração. Sou fanático. Vejo tudo, leio tudo, ouço tudo que dizem sobre o Flamengo. Essa minha loucura pelo Flamengo, me trouxe um sem número de baques emocionais.

Santo André, América do México, Fluminense, tudo isso me lembra tristeza. Claro que eles não são os culpados por isso, mas sim o Flamengo que, ainda na derrota, é maior que qualquer coisa.

Então, posso dizer que de decepções esportivas, eu entendo muito bem.

Já que já citei o São Caetano, vou começar com esse exemplo. Em 2002, o São Caetano foi até o Paraguai e venceu o jogo de ida da final da Libertadores da América por 1×0. Excelente resultado. É campeão! Pacaembu cheio para receber o jogo de volta e ver o time pequeno conquistar a América. Resultado final: Olímpia campeão.

Ano passado o Fluminense foi à final da LIbertadores depois de se sagrar campeão da Copa do Brasil. O jogo seria contra a LDU, com quem o Fluminense jogara duas vezes durante a fase de grupos. Primeiro jogo no Equador e a LDU vence por 4×2. Bom resultado para o Fluminense que espera contar com um Maracanã lotado no jogo de volta e ter em sua torcida a maior força para buscar o título. No jogo seguinte, ao começar a partida, a LDU faz 1×0, o Fluminense busca a vitória por 3×1 e perde nos penaltis, com seus principais jogadores errando suas cobranças.

Essa semana que terminou teve o jogo final da Libertadores 2009. 50ª edição do torneio, festa bonita, muita comemoração, Mineirão lotado para receber um Cruzeiro praticamente campeão após empatar com o Estudiantes em la Plata, na Argentina, por 0x0. Fim de jogo: Estudiantes campeão com uma vitória de 2×1.

Se você quiser sair um pouco do futebol, posso buscar nas Olimpíadas alguns exemplos. Daiane dos Santos, Diego Hypólito, Jadel Gregório, são todos bons e recentes exemplos de fracassos brasileiros no esporte. Ganham mundiais e, quando importa, nas Olimpíadas, fracassam.

O que falta? Por que perdemos tanto?

Eu sou da tese de que brasileiro gosta de se sentir menor, gosta de ser pequeno, gosta de reclamar de alguma coisa. Perde no futebol e reclama da arbitragem, perde na ginástica e diz que está lesionado. Perde no atletismo e diz que a vara sumiu. É assim que somos.

Falta alguém ter coragem de assumir o favoritismo, assumir que é melhor e que veio pra ganhar. Não em uma maneira Portaluppiniana que diz coisas como “já somos campeões”, “já estamos na Libertadores do ano que vem” ou “vamos brincar nesse campeonato”, porque isso ninguém leva a sério.

Tem que ser de um modo mais sensato. Alguém se lembra de quando César Cielo chegou em terceiro lugar na prova dos 100m em Pequim? Quando foi entrevistado, ele disse que estava ali para ser campeão dos 50m e que aquilo teria sido um bônus. O cara assumiu que disputava o título. Assumiu que foi lá pra ganhar. Bateu no peito e disse vem na minha. Ganhou. E se não ganhasse? Ainda assim eu respeitaria o Cielo, por ser alguém que assume sua condição e não busca desculpas.

Quando o jogo do Cruzeiro terminou foram entrevistar o Ramires, perguntando qual a sensação de deixar o Cruzeiro como vice da Libertadores. Ele disse que é o futebol. NÃO! Não é o futebol. São os jogadores. É a comissão técnica. Se “fosse o futebol” não haveria treinamento, preparação física, concentração, preleção. Nada disso existiria. Botariam 22 cabeças de bagre sem preparação para correr atrás da redonda e ver no que vai dar.

Somos incapazes de assumir nossa condição de melhores. Enquanto isso não mudar, enquanto não houver uma preparação psicológica melhor, enquanto faltar vontade, continuaremos perdendo nas decisões.

Chega a doer quando vejo o Corinthians jogar contra o Bagé e antes do jogo o técnico paulista dizer que o outro time é o favorito.

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5 comentários leave one →
  1. Felipe permalink
    Segunda-feira, 20 - Julho, 2009 01:09

    Acho que é também um pouco de excesso de fé que o brasileiro tem.
    É sempre comum ouvir “graças a Deus conquistamos essa vitória”.

    Independente de fé o cara ralou pra caralho pra ganhar alguma coisa, e quando ganha, não assume os créditos.

    Quando perde, arruma um culpado.

    Falta arrogância para o brasileiro.

    É humildade e companheirismo demais. Se fossemos mais arrogantes, seríamos mais campeões.

  2. Segunda-feira, 20 - Julho, 2009 01:11

    Se prepara que essa semana tem mais um texto esportivo envolvendo o tema fé.

  3. Marina permalink
    Terça-feira, 21 - Julho, 2009 00:26

    Fico super emocionada quando lembro da cena do cielo batendo no peito e dizendo: “vai ser ouro, vai ser ouro, vai ser ouro” :~

  4. JrSilva permalink
    Sexta-feira, 7 - Maio, 2010 16:21

    Seus artigos são interessantes, quer ingressar no ocasional? Se quiser me manda um email ocasional86@yahoo.com.br, Abraços

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