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Gripe do porco na roça

Terça-feira, 11 - Agosto, 2009

Eu prometi que não escreveria nada sobre a “gripe suína/influenza a/h1n1/gripe do porco”. Tantos nomes pra uma coisa tão idiota. Gripe do porco é o melhor deles e é o que eu usarei daqui pra frente. Mas estou doente e acho que agora cabe um textinho sobre a doença.

Acalmem-se todos! Ainda não sei se é a do porco. O que sei é que é gripe.

Eu tinha passagem marcada para São Paulo essa noite, para retornar às minhas atividades rotineiras, mas uma gripe com a mesma intensidade de violência de um soco forte na nuca me derrubou do cavalo e me fez passar o dia na cama. Já vinha capengando desde o domingo e tenho certeza que foi tudo consequência de uma sexta recheada de cerveja, the killers (tequilas), um pouco de whisky, bastante fritura e um sábado no frio intenso de um bar posicionado estratégicamente onde o vento fazia a curva.

Mas isso não é importante. Atualmente, importante mesmo é a prefeitura de Uberlândia cancelar tudo para conter a matança contaminação de outros. Só faltou pinto grande na hora de fechar o shopping, a única coisa que sobrou, já que as baladas também estão ameaçadas.

As aulas voltaram, duraram um dia e, no final da tarde avisaram que no dia seguinte os alunos não precisariam retornar às suas respectivas escolas, já que nem os professores iriam. Ninguém. Além das aulas, foram também cancelados os eventos que aconteceriam na cidade, inclusive aqueles que seriam para comemorar o aniversário de Uberlândia.

Hoje, o ministro Temporão disse que já morreram 192 pessoas de gripe do porco, no país, desde 28 de junho. No mundo, desde abril, foram 1.462 vítimas. Em outubro a vacina começa a ser produzida no Brasil, mas será distribuída para os grupos de risco e eu, infelizmente, não me encontro em nehum deles.

Penso que ocultaram dados sobre infectados no Brasil, mas depois decidiram liberar isso. Gosto da ideia de não contar pra ninguem, pois assim não há bagunça, desespero, correria. Nada disso. Mas a partir do momento que foi contabilizada a primeira vítima, é preciso contabilizar todas diariamente, senão, fica ridículo da noite para o dia aumentar o número de mortos em 50%.

Enquanto as questões de saúde e política não são resolvidas, eu fico aqui, andando de máscara na cara, para tentar evitar (o que eu duvido muito) que outras pessoas peguem isso de mim.

Desespero ou não, a secretaria de saúde de Uberlândia está certa. Melhor prevenir do que remediar. Daqui a pouco já não há mais vagas em hospitais e a prefeitura precisa cuidar para que isso não aconteça.

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