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Quem acredita em destino?

Terça-feira, 18 - Maio, 2010

Destino é um negócio complicado. Nunca se sabe o que esperar, e quando algo acontece, inconcientemente ou não, culpamos o pobre do destino.

Por exemplo, escrevendo aqui agora, fui ver o facebook da minha prima, a Káren, e eu encontro um esquema de dicas do Chico Buarque – aplicativo do face – e vou brincar dessa palhaçada… olha o que que deu:

A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá.

Será que foi o destino que mandou essa frase para mim porque eu estaria prestes a descobrir o inefável segredo do destino? (Vou repetir muito a palavra ‘destino’ aqui, já que não é uma redação de vestibular, não tô nem aí!) Será que o Chico Buarque desvendou o destino (minha ex-namorada ia adorar isso, já que ele venera esse “véio”) em poucas palavras e a nossa vontade de não ficar a mercê dele?

Desde os tempo que o capeta era menino, o destino já era pensado como algo bastante importante e primordial. Para os gregos, quem tecia o destino eram as Moiras. Eram três deusas da primeira geração divina e teciam o futuro num tear chamado Roda da Fortuna. Cada uma tinha o poder de puxar (nascer), tecer (viver – criando sorte e azar na vida de todos) e cortar (morrer) o fio da vida das pessoas e, inclusive, dos deuses olímpicos (esses que conhecemos, como o Zeus).

Para quem não conhece as moiras, lembram do desenho do Hércules? Elas aparecem no primeiro minuto no vídeo abaixo. São chamadas “the fates”.

Hoje, o destino tem mais a ver com o que fazemos na vida. Nossos atos, o Carma, etc. acabam moldando frases como: “aqui se faz, aqui se paga”. E normalmente, paga mesmo. Ou outras como “quem planta chuva, colhe tempestade”. Assim, para nós, modernos, o destino pode ser resumido para todos como o conceito de ação e reação regido pelo universo.

Para os céticos, destino não existe e sim ação e reação. Lei da Física aplicada a Metafísica. Válido demais, mas… não conheço alguém que não, mesmo inconcientemente, não associa acontecimentos da sua vida a uma engrenagem bizarra que encadeia fatos muitas vezes sem ligação e resultam em algum acontecimento diferenciado.

Entretanto, para alguns, como eu, o destino é como uma grande colcha que une tudo que nós pensamos para criar nossa fio na roda fortuna. Esqueci o nome da teoria que tirei essa minha ideia, mas essa teoria explica que se um grupoo de uma espécie evolui ou aprende alguma coisa, esse grupo consegue informar aos outros membros da mesma espécie a informação que aprendeu, como se um bioma invisível unisse todos os seres da mesma espécie.

Para mim, o destino é esse bioma invisível e planetário que envolve os seres humanos. Nossos pensamentos e desejos são repassados a esse bioma (imagina um centro infinito de informações) e que, inconscientemente, outras pessoas podem sentir ou compreender algumas informações e agir, sem pensar, para que o “destino” una várias vontades e desejos.

Exemplo: digamos que você queria muito encontrar alguém ou pensou nela. E imagine que você acaba encontrando ou falando com essa pessoa logo ao término do seu pensamento ou desejo. Você pode culpar o destino, que pôs a pessoa pensada ao seu lado, ou a aleatoriedade do universo que juntou vocês.

Eu não! Acho que os dois indivíduos, inconcientemente, queriam se conectar de alguma forma. Um dos dois ficou sabendo aonde o outro ia e acabaram se encontrando sem ligação nenhuma com sorte. Mas, sim, o destino, esse bioma invísivel que cobre todos nós.

A teoria que falei acima explica uma coisa muito legal: a migração de aves do norte para o sul no inverno. Como elas sabem as datas boas para viajar? Como elas evitam transtornos na viagem, como tempestades? Vai falar que você nunca viu alguém mais velho que escuta o piar de um pássaro ou ver o vôo dele e acaba prevendo uma chuva. E o pior, acaba chovendo.

Também, essa teoria sobre o bioma natural para os outros animais prova com experiências que colônias de formigas sem contato nenhum conseguem informar ataques de predadores à essa grande massa de informação invisível e colônias próximas conseguem se preparar ao ataque do predador também.

Ou seja, nossos desejos e informações são repassadas para toda a nossa espécie humana. Mas, devido ao grande número e a complexidade (obviamente maior que a dos outros animais, eu acho) de informações, o nosso bioma invisível que nos une – o destino – é algo praticamente inexplicável, não palpável e não comprovável.

Para tentar entender melhor, pense nas milhares de coincidências incríveis que aconteceram na sua vida. Não tem ligação nenhuma com o que você pensa ou deseja? Ou, para mim o mais legal, porque uma só pessoa pode conseguir algo que milhões podem querer, como o prêmio da mega sena acumulada? Sorte? Para mim é a junção das informações do destino e o que ele reserva para ela.

Por fim, acredito que o futuro de cada um de nós já esteja previamente traçado dentro desse bioma, atendendo a um algoritmo ou regra que só Deus sabe. E somente os nossos pensamentos podem mudar esse futuro. Rá, expliquei o livre arbítrio.

Acho que meu destino agora é ir dormir. Já que eu tô um sono danado e tenho certeza que meu chefe me esculachará amanhã porque vou chegar moído no trabalho. Duvida? Vai que meu chefe é uma das Moiras do meu fiar. Vai que, na verdade, conseguimos ser as Moiras do nosso fio e de todo mundo que relaciona com a gente. Eu, hein!

😀

p.s.: se alguém já pensou em algo assim, me informe.

p.s.2: vou procurar saber sobre a teoria do bioma invisível com quem me explivou, o Dr. César!

****

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2 comentários leave one →
  1. Terça-feira, 18 - Maio, 2010 10:34

    Diego, vc destrinchou neste texto a minha querida teoria do “inconsciente” coletivo. essa movimentação conjunta e subjetiva em prol de um objetivo só é uma coisa muito engraçada e SEMPRE acontece! Linkei seu blog lá no meu ;*

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