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Considerações não futebolísticas sobre a Copa do Mundo — Parte I

Segunda-feira, 12 - Julho, 2010

Se você me conhece, você sabe que eu gosto de futebol. Mas assim, provavelmente gosto mais do que você pode imaginar. Já trabalhei com futebol e hoje escrevo coisas sobre futebol num site inglês. Por falar nisso, antes de realmente começar o texto, esses ingleses insistem em chamar o site de revista eletrônica. Qual a diferença entre um site e uma revista eletrônica? O engraçado sobre isso é que por causa dessa revista, as pessoas vêm sempre falar comigo sobre futebol. Não todo mundo, mas vocês que fazem isso sabem bem quem são e eu não gosto.

Mas enfim…

Eu prometi que não ia escrever nada sobre futebol aqui depois daquele meu penúltimo texto, que falei algumas besteiras sobre a TV, pois isso traria uma overdose de futebol (pra mim, claro, já que não me importo muito com vocês), mas pensei em escrever algo não sobre futebol, mas que envolvesse futebol. Mais especificamente as reações do povo ao que aconteceu na Copa do Mundo.

Eu não entendo o ódio que as pessoas sentem pelos EUA. Sabe do que eu falo? Aquela coisa de a toda oportunidade que surge sentir prazer em falar mal do país. O engraçado é que a partir do momento que eles elegeram um presidente negro, o número de pessoas falando mal caiu abruptamente, mesmo que nada tenha mudado. Só lá dentro é que vemos alguns malucos falando coisas insanas sobre qualquer assunto, incluindo Barack Hussein Homo Bin Laden querendo levar socialismo pros EUA. Eu adoro esse tipo de louco e gosto de ler todo tipo de loucura que tem publicada por aí, incluindo sites terroristas e/ou de ódio declarado aos valores da terrível sociedade americana.

Você que fala mal dos EUA já entrou em algum site terrorista pra ver o tamanho da loucuras que são ditas por lá? Eu já. E no mesmo dia eu entrei no site dos America’s Most Wanted e embora não tenha muita coisa lá, é uma boa maneira de passar o tempo. Assim como os sites terroristas, mas nesse caso eles têm muito conteúdo. Eu entrei nesses sites todos em um só dia. E foi no mesmo dia em que entrei num site de alguma organização de supremacia branca. Dormi com o computador ligado e com todos esses sites abertos e acordei cedo, assustado, correndo pra desligar o computador, pensando que eu corria sérios riscos de acordar com uma bolinha vermelha de mira laser na minha testa vinda do rifle de algum sniper do FBI. Depois de desligado, voltei a dormir, mas com a sensação de que já era tarde demais. Felizmente, aqui estou pra contar essa história.

Mas isso não tem nada a ver com você odiar ou amar os EUA, nem com o meu texto. Só achei que seria uma história divertida. Então, continuando, tem o grupo de pessoas no futebol que odeia os EUA e sente que não precisamos deles. É como o sujeito do vídeo que eu linkei acima, só que às avessas.

E então começa a Copa, o Team USA empata com a Inglaterra, empata contra um time ruim da Europa e ganha da Argélia com um gol nos acréscimos do segundo tempo, classificando pra segunda-fase. E então você começa a ouvir coisas idiotas como por exemplo “vou torcer contra porque eles não merecem”, “vou torcer contra porque eles não gostam de futebol”, “vou torcer contra porque eles falam soccer”, ou até mesmo “vou torcer contra porque não quero que os EUA instalem sua política imperialista na ordem mundial do futebol”. Se você acha uma dessas coisas, você é um imbecil.

Acho também que você deve assistir esse vídeo e antes que você diga “olha esses babacas gritando ‘USA! USA! USA!'” pense bem e lembre quantas vezes você já correu até a janela do seu apartamento para gritar “Brasil!”, “Vai Porco!” ou “Chupa Curintia”. Não podemos negar que aquele gol significou alguma coisa, não é mesmo? Índices recorde de audiência, pessoas dizendo que nunca ouviram tanto barulho vindo da Times Square e comemorações por todo o país. Parece que o futebol finalmente faz algum sentido por lá.

O que eu digo é: os EUA não sentem falta do futebol, mas o futebol sente falta dos EUA. Imagina o investimento que entraria no jogo? Imagina a abertura de mais um mercado? E não qualquer mercado. Não estou falando do mercado da Venezuela do grande ídolo de todo brasileiro, Hugo Chávez. Estamos falando do mercado americano. Não quero nem que eles formem uma liga forte, com times capazes de bater os europeus, mas só de ter uma liga como é aqui no Brasil, com jovens e algumas estrelas gordas da década de 20, já seria legal.

Alguém (acho que Juca Kfouri ou algum desses outros caras bobos que tem aí na TV) disse que “se os EUA não aprenderam a gostar de futebol agora, jamais aprenderão” e é verdade. Eu vou além e digo que se você não percebeu o potencial deles como mercado agora, você tem meio neurônio.

A intenção, quando comecei esse texto, era escrever todas as considerações em um só texto, mas ele ficou muito grande, então vou dividir em algumas partes. Não sei quantas exatamente, mas por enquanto sei que é mais do que uma.

E se você for comentar que é “o” EUA e não “os” EUA, não perca seu tempo. Eu realmente não sei e não ligo se está certo ou errado.

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3 comentários leave one →
  1. thiago permalink
    Segunda-feira, 12 - Julho, 2010 01:56

    porra, muito bom!

  2. Segunda-feira, 12 - Julho, 2010 02:21

    Valeu!

    =)

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